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Decoração com resto de materiais

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Além de reduzir a retirada de novos materiais da natureza, a economia é significativa. (Por Mabel Dias)

Uma velha janela que se transforma em moldura para um espelho, um tronco de árvore usado como base de uma pia para lavar as mãos, um barco utilizado como sofá. Esses são alguns dos objetos encontrados pelo casal Carolina e Cedric Fouach, nas ruas de Intermares, e que foram reaproveitados, com uma nova utilidade. “Quando um objeto deixar de servir à sua função inicial, não quer dizer que ele deva ser descartado. É preciso ter a mente aberta para ver o potencial que aquele material tem e de que forma pode ser reaproveitado”, afirma Carol Fouach.

A pousada que ela e o marido possuem é decorada com móveis e objetos (como luminárias e suportes para pratos) que foram encontrados abandonados, em ferros velhos, e até no lixo. A ambientação com os materiais reaproveitados é usada nas áreas comuns. “Escadas que estavam no depósito da casa de minha mãe, e não tinham mais uso, foram transformadas em estantes para obras de artes”, explica Carol.

Ela e o marido elaboram o layout dos espaços e analisam de que forma o móvel pode ser reutilizado. Cedric é o responsável pelo trabalho de reaproveitamento. “Ele é quem coloca a mão na massa. Encontramos um tronco de coqueiro e percebemos que podia servir como suporte, ao invés do cano, para o chuveiro na área de lazer, próximo à piscina”, diz Carol.

Além de reduzir a retirada de novos materiais da natureza, a economia é significativa. Para a reforma da mesa da sala de estar, eles gastaram apenas R$ 87,00. Se optassem em comprar uma nova, o custo seria entre R$ 300,00 a R$ 400,00. Com a coifa da cozinha, responsável por sugar o vapor dos alimentos, o casal gastou R$ 600,00. “Fizemos uma economia de 90% em cima do valor de mercado. Uma coifa nova custaria cerca de R$ 6.000,00”, informa Cedric.

A utilização de mão de obra e de materiais locais é outro diferencial. “Não é preciso importar algum móvel ou objeto de decoração de outro país. Se temos estes materiais aqui no Brasil ou em João Pessoa, podemos fazer o trabalho de reaproveitamento, com economia”, alerta Carol. É o lema do: “faça você mesmo”, que o casal coloca em prática.

Também a água da chuva e da limpeza da piscina são reaproveitadas na pousada, para aguar as plantas e na higiene das áreas comuns. Os dutos da calha foram redirecionados para uma cisterna de 5.000 litros, que armazena a água da chuva. Uma bomba é responsável por fazer o direcionamento da água para os jardins, em horas programadas de aguamento.

Revista Edificar/ Fabiana Velos

 

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